O que aprendi enquanto a empresa crescia 199% e como isso molda 2026
2 de fevereiro de 2026

2025 foi um ano curioso.
O mercado de software sofrendo com vibe coding, as consultorias sofrendo com as IAs, ambos com margens menores… e a gente crescendo 199% em receitas com 85% a mais em eficiência? (praticamente o mesmo tamanho de time!)
Este artigo não será sobre o quanto esses números chamam a atenção, será sobre o motivo por trás deles e como pretendemos ampliar este resultado em 2026.
Apresentamos essa semana a estratégia para todos aqui na New Rizon e decidi colocá-la em detalhes neste artigo.
Para não deixar o título do artigo sem resposta, vou resumir em uma análise simplista, mas bem direta: fizemos uma mudança estrutural de posicionamento, o modelo AI House funcionou muito bem, afinal, quanto mais acessível a Inteligência Artificial se torna, mais difícil fica criar vantagem competitiva sustentável apenas com tecnologia! É o que chamo de paradoxo do acesso, todo mundo pode usar, todo mundo tem ferramenta, todo mundo promete resultado (e muitos realmente conseguem).
O ganho marginal da IA, sozinha, escorre para o cliente final, as empresas que nascem agora já operam com uma fração do custo, sem legado e com velocidade absurda. Com isso, entramos assumindo parte deste risco e ganhamos junto com nossos clientes!
Essa mudança estrutural aponta diretamente para o que acredito ser o caminho inevitável em 2026.
Quando todo mundo tem IA, ninguém tem vantagem
O excesso de discurso em volta do tema, fez o mercado se cansar do encantamento, não da tecnologia, mas do vazio, o vale da desilusão do Hype Cycle chegou com tudo. A pergunta deixou de ser “vocês usam IA?” e passou a ser “isso gera resultado?”.
Quando todos usam os mesmos modelos, as mesmas APIs e os mesmos frameworks, a vantagem competitiva vai para um lugar menos glamouroso e muito mais difícil de replicar, o dia a dia real das empresas.

Bar do Geraldin da Cida em Belo Horizonte
Já imaginou chegar para o Geraldinho ou para a Cida e falar de IA? Com certeza absoluta irão perguntar se você quer liberar a mesa para alguém mais interessante rs.
Mas se chegar para eles e falar que poderá trazer mais clientes em um período que o bar fica vazio, terá a atenção... isso é IA aplicada de verdade!
Diante deste cenário, como fica a New Rizon?
Nos últimos anos, confirmamos algumas coisas importantes:
Nosso uso de IA desde 2009 virou autoridade real
A abordagem proprietária North Star Goal elevou o nível da conversa para técnica com gestão.
O Hangar, nossa biblioteca de ativos, acelerou absurdamente a criação de soluções (hoje reduzimos o tempo das primeiras versões em até 75%!
O nosso produto de entrada GAPIN (e falarei dele bastante ao longo do ano aqui) se provou funcional e útil para tangibilizar a utilidade da IA com ROI imediato.
Por outro lado, percebi alguns limites em 2025, um processo comercial artesanal demais não escala e a atuação com projetos isolados geram picos de valor, mas não constroem resultado recorrente.
O crescimento de 199% veio quando paramos de vender apenas projetos e passamos a estruturar sistemas contínuos de decisão automatizada.
O aumento de 85% de eficiência veio quando deixamos de romantizar esforço e passamos a olhar para os indicadores associados a automações com IA internas (copilots, fluxos com N8N, etc)... nenhuma tecnologia da NASA, mas com aplicação no lugar certo
É aqui que entra a virada de 2026.
Criamos um ecossistema onde dados são ingeridos continuamente, modelos são refinados em produção e decisões acontecem dentro do trabalho real das pessoas, sem top-down e sem bottom-up, é engenharia e negócio trabalhando juntos, o tempo todo, sem a camada intermediária de análise que só retarda impacto.
O nosso serviço principal ganhou um novo nome: Squad de Competitividade.
Métricas claras com baseline definido no começo do trabalho
O cliente recebe de cara alguns benefícios, como a formalização da medição de resultados na empresa (sim, a maioria das empresas não sabe sequer o tempo que as tarefas menores levam, e ta tudo bem, é super normal), e a centralização do conhecimento tácito (os heróis e heroinas colocam "sua mente" acessível para a IA)
Em vez de resolver cada problema do zero, abstraímos necessidades recorrentes em componentes universais, que podem ser reaplicados a outros contextos, hoje temos aceleradores validados em mais de 95 projetos, com isso, o trabalho manual e a configuração necessária diminuem ano após ano, enquanto nosso escopo de soluções aumenta de forma exponencial!
E quais princípios norteiam este 2026?
Para deixar o discurso alinhado com todos na New Rizon, criei princípios que serão a base para todas as conversas:
Dor real primeiro
Experimente com responsabilidade
Ego zero pois é o resultado que decide
Não reinvente o que já existe
Sistemas são vivos
Guardrails:
Não fazemos POC decorativa.
Não codamos do zero por vaidade técnica.
Não romantizamos esforço sem resultado.
É sobre essa ótica que torno público o plano para o ano e também nossa nova misão: Tirar do humano o trabalho de máquina
Um feliz 2026 para todos nós!
Sobre o autor

Henrique de Castro
CEO da New Rizon

