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Entendendo os Horizontes de Inovação com a North Star Goal

19/03/2024
10:02 am

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A necessidade de inovação

Pensar no futuro significa estar preparado para as mudanças que o mercado guarda e certamente você já ouviu falar muito sobre inovação. Hoje, ignorar esse impulso de transformação pode significar perder uma posição competitiva no mercado. Sabemos que muitas vezes, as definições sobre inovação podem parecer mais como teorias do que guias práticos. E por isso, nesse artigo, iremos desmistificar o processo da inovação, e te mostrar que, embora desafiador, não precisa ser um enigma. Vamos explorar, de maneira descomplicada, uma das principais estratégias de gestão de negócios inovadores: os Horizontes de Inovação.

 

O que são os horizontes de inovação?

No início dos anos 2000, surgiu uma abordagem visionária para antecipar o futuro, com uma visão do que está por vir em termos de inovações, tecnologias e oportunidades no mercado: os Horizontes de Inovação. Esta concepção foi apresentada no livro “A Alquimia do Crescimento“, fruto de um estudo conduzido por três especialistas da McKinsey.

Baghai, Coley e White desenharam essa visão a partir das experiências de 30 corporações globais de maior crescimento naquela época. O estudo resultou em um framework que não apenas mantém a competitividade presente das empresas, mas também as prepara para abraçar as tendências que podem esculpir o futuro dos negócios.

Essa abordagem impulsiona a ação no presente, mantendo um olhar sobre o que nos aguarda amanhã, equilibrando o potencial de ganho com o tempo necessário para alcançá-lo.

Em outras palavras, esse framework não é apenas uma ferramenta estática; é um guia que permite às empresas:

  • Descobrir a inovação presente em seus negócios, identificando oportunidades de crescimento imediatas.
  • Entender a preparação necessária para a inovação futura, garantindo que estejam sempre um passo à frente das tendências emergentes.
  • Definir o posicionamento futuro da organização, capacitando-as a se adaptarem e se destacarem em um cenário em constante evolução.

 

Os três horizontes

O modelo é dividido em três partes – H1, H2 e H3 – e aborda estratégias de inovação de curto, médio e longo prazo. A seguir, vamos explorar cada uma delas.

Horizontes de inovação

 

H1: Sustentação dos negócios principais

Também conhecido como inovação de sustentabilidade, o H1 foca no desenvolvimento do core business (negócio principal), otimizando os processos e produtos já existentes que são a espinha dorsal da empresa. Estes são os produtos que geram receita e lucro, e o H1 visa aprimorá-los de forma contínua. Os projetos neste horizonte buscam resultados de curto prazo com menor risco.

Além disso, mudanças estruturais no dia a dia da empresa também se enquadram nesse horizonte, como a implementação de novos processos internos, a otimização de fluxos de trabalho existentes ou a introdução de novas ferramentas de produtividade. Por exemplo, como no gráfico acima, uma empresa pode adotar um novo sistema de gerenciamento de projetos para aumentar a eficiência operacional e a colaboração entre equipes.

Outro exemplo disso é a Apple. A empresa investe constantemente na melhoria de seus produtos principais, como o iPhone, iPad e MacBooks. Cada nova versão traz inovações que não só aprimoram a experiência do usuário, mas também melhoram a eficiência operacional da empresa, mantendo-a assim, sempre preparada para as exigências do mercado.

 

evolução iphone
Para acompanhar os avanços tecnológicos, a Apple faz upgrades anuais dos seus softwares.

 

H2: Novos negócios emergentes

Ao invés de investir diretamente no core business, o H2 concentra esforços na investigação e exploração de segmentos adjacentes, identificando oportunidades de crescimento, ampliando o alcance da empresa para novos públicos, produtos, serviços e tecnologias. 

Essas oportunidades irão gerar crescimento no futuro (serão o “core business” do futuro). No entanto, essa busca por novos territórios exige um investimento considerável e com resultados a médio prazo. Neste horizonte, podem existir mais incertezas, o que naturalmente aumenta o nível de risco.

Um exemplo prático desse horizonte é uma empresa de treinamento que decide lançar uma plataforma de Educação a Distância para oferecer cursos online. Com base em dados do MEC, observamos um aumento de 700% no número de cursos na modalidade EAD oferecidos no país nos últimos dez anos. Essa iniciativa representa uma expansão além do modelo tradicional de treinamento presencial, aproveitando a tecnologia para alcançar um público mais amplo e diversificado.

 

H3: Criar alternativas de negócios futuros

O H3 se resume em experimentação de possibilidades completamente novas e disruptivas. É uma abordagem mais arriscada, porém com perspectivas promissoras.

Apesar de ser de longo prazo e com alto nível de risco e de incertezas, é a que gera mais valor em relação aos outros horizontes. 

Um exemplo desse horizonte, é a criação e lançamento de uma plataforma de infoprodutos, como cursos online, e-books ou softwares especializados. Essa iniciativa representa uma mudança radical no modelo de negócio da empresa, aproveitando a tecnologia digital para escalar seus serviços de consultoria de forma inovadora e acessível.

O bumm da OpenAI em 2023, mostra o quão significativa pode ser uma revolução deste nível. Fundada em 2015, a empresa levou quase oito anos para lançar o ChatGPT. No entanto, em um piscar de olhos, tornou-se o aplicativo com o crescimento mais rápido da história, conquistando 100 milhões de usuários em apenas dois meses.

A OpenAI, apoiada pela Microsoft, atingiu a marca de US$ 2 bilhões (aproximadamente R$ 10 bilhões) de receita em dezembro de 2023.

 

 

Como aplicar os horizontes de inovação no seu negócio?

Utilizar os três horizontes de inovação é como ter um mapa estratégico que mostra não só onde sua empresa está agora, mas também para onde ela está indo. Cada horizonte oferece uma perspectiva diferente, permitindo uma visão completa do cenário empresarial.

É como que empresas tradicionais hesitem em adotar todos os horizontes. Muitos gestores preferem manter a estabilidade do core business e evitam se aventurar em territórios desconhecidos, investindo toda a sua energia no H1.

É claro que nem todas as empresas têm uma estrutura para comportar grandes investimentos no H3, mas a verdade é que ignorar os horizontes de inovação pode resultar em estagnação e, a longo prazo, à possibilidade de desaparecer do mercado diante de potenciais disrupções.

“Você deve proteger seu core business que está em declínio, ou deve investir na inovação que parece que pode substituí-lo?” 

Clayton Christensen

 

A inovação com resultados tangíveis e a North Star Goal

E ao falar em inovação, é comum associarmos apenas a avanços tecnológicos. Mas a verdade é que a inovação vai muito além. Acredite, uma simples troca da cor do principal produto da sua empresa pode ser considerada uma forma de inovação. Não precisa ser algo mirabolante ou futurista, mas sim algo que traga impactos reais para o negócio. A inovação precisa caminhar como um segundo motor na empresa, com resultados claros e mensuráveis. 

Os horizontes de inovação oferecem uma visão abrangente da inovação, permitindo que as empresas avaliem as contribuições de cada perspectiva para o progresso geral. No entanto, para implementar de forma eficaz essa estratégia, é crucial contar com uma metodologia que guie todo o processo de crescimento.

É aqui que entra em cena a North Star Goal, nossa metodologia interna de inovação. Por meio dela, não apenas compreendemos os três horizontes da inovação, mas também identificamos de forma clara qual o resultado da inovação em cada um desses horizontes. Ela define o que constitui inovação em um projeto específico, adaptando-se ao contexto empresarial e eliminando discussões sem resultados tangíveis.

Durante o processo de criação dessa metodologia, identificamos que além de ter uma estrela-guia a ser seguida, um objetivo maior, também é necessário acelerar o processo sem perder o foco no resultado. E através dela, evitamos o hype, onde empresas tentam replicar o sucesso de grandes empresas, o que nem sempre é uma boa ideia.

Já tivemos inúmeros casos em que o cliente trouxe uma necessidade de aplicativo que, através da North Star Goal, se transformou em um sistema, ou um sistema que se tornou um chatbot, e assim por diante. Nossas trilhas de inovação são planejadas nos Horizontes, visando otimizar o Core Business, desenvolver novos negócios e explorar futuras oportunidades.Com isso, a tecnologia não se torna o fim em si mesma, mas o meio para alcançar o objetivo.

 

Conclusão

Em resumo, a inovação não deve ser encarada como um conceito abstrato, mas sim como uma força tangível capaz de impulsionar o crescimento e o sucesso de uma empresa. Afinal, inovação sem visão de resultados é totalmente ineficaz. Desde pequenas melhorias até grandes rupturas, cada iniciativa pode e deve gerar impactos significativos.

Ao adotar uma abordagem estratégica que considera os três horizontes de inovação e associa o resultado esperado a partir da North Star Goal, as empresas têm a oportunidade de transformar ideias em ações concretas e resultados mensuráveis.

Investir em inovação é a criação de um segundo motor para a sua organização permanecer relevante em um mercado em constante evolução. Capacite sua equipe, estabeleça metas claras e busque parceiros para te orientar nesse processo.

Não deixe para depois, entre em contato conosco para descobrir como podemos ajudá-lo a impulsionar a inovação em sua empresa.

 

  • Henrique de Castro

    Henrique de Castro, tem mais de 21 anos em experiência na tecnologia. É CEO da New Rizon, já passou por todas as áreas do fluxo de desenvolvimento de software, deste estagiário de suporte técnico a dev, gerente de projetos e CTO. Hoje associa consultoria a tecnologia, falando de inovação mão na massa, desenvolvimento soluções digitais desde a concepção até a execução. É consultor tecnológico em fundos de investimentos, já construiu e vendeu startups. Atuou em projetos na área financeira, educacional e BPO. Certificado Scrum Master, Graduado em Ciência de Dados, MBA Executivo no Insper, aplica os conceitos de gestão ágil com mentoria a várias empresas de serviços.

  • Carolina Gangorra

    Carolina é Analista de Marketing na New Rizon e especialista em Inbound Marketing e produção de conteúdo. Possui formação em Jornalismo e um MBA em Marketing e Redes Sociais.

O Autor:
  • Henrique de Castro

    Henrique de Castro, tem mais de 21 anos em experiência na tecnologia. É CEO da New Rizon, já passou por todas as áreas do fluxo de desenvolvimento de software, deste estagiário de suporte técnico a dev, gerente de projetos e CTO. Hoje associa consultoria a tecnologia, falando de inovação mão na massa, desenvolvimento soluções digitais desde a concepção até a execução. É consultor tecnológico em fundos de investimentos, já construiu e vendeu startups. Atuou em projetos na área financeira, educacional e BPO. Certificado Scrum Master, Graduado em Ciência de Dados, MBA Executivo no Insper, aplica os conceitos de gestão ágil com mentoria a várias empresas de serviços.

  • Carolina Gangorra

    Carolina é Analista de Marketing na New Rizon e especialista em Inbound Marketing e produção de conteúdo. Possui formação em Jornalismo e um MBA em Marketing e Redes Sociais.

O Autor:
Henrique de Castro

Henrique de Castro

Henrique de Castro, tem mais de 21 anos em experiência na tecnologia. É CEO da New Rizon, já passou por todas as áreas do fluxo de desenvolvimento de software, deste estagiário de suporte técnico a dev, gerente de projetos e CTO. Hoje associa consultoria a tecnologia, falando de inovação mão na massa, desenvolvimento soluções digitais desde a concepção até a execução. É consultor tecnológico em fundos de investimentos, já construiu e vendeu startups. Atuou em projetos na área financeira, educacional e BPO. Certificado Scrum Master, Graduado em Ciência de Dados, MBA Executivo no Insper, aplica os conceitos de gestão ágil com mentoria a várias empresas de serviços.

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